blog icon

IxD@web – 02.02d Uma abordagem centrada no utilizador: Modelos de Implementação, Mentais e de Representação

Existem várias formas de tornar um produto, serviço ou ambiente mais usável e agradável. Uma delas é, no seu desenvolvimento, transpor o conhecimento do mundo físico para o mundo digital. Temos inúmeros exemplos que reflectem essa transposição. Um exemplo disso é a utilização da metáfora do desktop, e todas as metáforas associadas (caixote do lixo, janelas, pastas, entre outras). Certamente existem vantagens e desvantagens em relação a esta abordagem que se prendem não só com o simples facto de transpor o objecto do real para o virtual, mas também com a forma como isso é feito.

IxD@web – 01.01c Sobre Interacção: Nathan Shedroff e Interactividade

Nathan Shedroff tem em conta estes aspectos e sintetiza-os num gráfico bastante intuitivo.
nathan shedroff
Image source: What is Interactivity anyway?.

The difference that defines interactivity can include the amount of control the audience has over the tools, pace, or content; the amount of choice this control offers; and the ability to use the tool or content to be productive or to create. (Shedroff, 1994)

IxD@web – 01.01b Sobre Interacção: As dimensões-chave daquilo que é interactivo

Um interessante estudo foi desenvolvido por Sally J. McMillan e Edward J. Downes intitulado Defining Interactivity: A Qualitative Identification of Key Dimensions“. Como o título indica, foi uma tentativa de definir Interactividade identificando dimensões-chave que dizem respeito aquilo que é, ou pode ser, interactivo.

Desta forma foram realizadas uma série de entrevistas a dois grupos de indivíduos. De um lado profissionais e académicos da área da comunicação interactiva, multimédia e hipermédia. Do outro um conjunto de utilizadores deste tipo de produtos. A ideia era, por um lado ter a perspectiva de quem trabalha a mensagem e por outro a perspectiva de que a utiliza.

IxD@web – 01.01a Sobre Interacção: O aspecto comunicativo

E: Está lá?
R: Estou sim, quem fala?
E: Daqui é o João!
R: João!?! Está tudo bem contigo?!
E: Está sim! Estava aqui a ver umas coisas e lembrei-me de te ligar. O que é que tens feito?
R: O mesmo de sempre [...]

Temos aqui um modelo básico de interacção, uma conversa ao telefone. Ao analisar esta conversa percebe-se as reacções a estímulos por parte do Emissor e do Receptor. No entanto, nalguns casos, um deles reage à pergunta efectuada pelo outro e acrescenta uma outra, “Estou sim, quem fala?”. Os agentes não se limitam somente a reagir à pergunta efectuada pelo outro e “alimentam” o discurso. O fluxo de linguagem mantém-se consoante a introdução de novos estímulos.