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O museu no espaço web

O Museu no espaço web

Em Dezembro de 2004 foi realizado um estudo com o objectivo de avaliar o webdesign de três museus. Este estudo, levado a cabo por Martijn van Welie e Bob Klaasse, surgiu com o intuito de estudar a forma como os e-museums são trabalhados, baseando-se em Patterns.

Por outro lado, interessava perceber até que ponto os padrões de Design existentes serviam para avaliar um website de um museu, ou se estariam estes obsoletos.

Os três museus seleccionados para este estudo foram o Rijksmuseum em Amsterdam, o Louvre em Paris, e o Guggenheim em New York.

IxD@web – 02.03c Design de Interacção e três processos tipo: Processo de webdesign baseado em Patterns

Conforme já foi referenciado, este processo é baseado numa obra intitulada: The Design of Websites – Patterns, principles, and processes for crafting a customer-centered web experience, de Van Duyne et al. A abordagem é altamente centrada no desenvolvimento web e a perspectiva tende para websites direccionados para o e-commerce. No entanto, apesar desta tendência (não muito evidenciada), este manual é um excelente e fundamental recurso no que diz respeito à construção de websites que sejam úteis, usáveis e que proporcionem uma experiência agradável e significativa ao nível da sua utilização. Um outro aspecto fundamental que faz deste manual algo extremamente útil é a forma como expõe, comunica, e utiliza Patterns no processo de criação e avaliação.

IxD@web – 02.02d Uma abordagem centrada no utilizador: Modelos de Implementação, Mentais e de Representação

Existem várias formas de tornar um produto, serviço ou ambiente mais usável e agradável. Uma delas é, no seu desenvolvimento, transpor o conhecimento do mundo físico para o mundo digital. Temos inúmeros exemplos que reflectem essa transposição. Um exemplo disso é a utilização da metáfora do desktop, e todas as metáforas associadas (caixote do lixo, janelas, pastas, entre outras). Certamente existem vantagens e desvantagens em relação a esta abordagem que se prendem não só com o simples facto de transpor o objecto do real para o virtual, mas também com a forma como isso é feito.

IxD@web – 02.01a O que é o Design de Interacção: definições

Desde tiempos inmemoriales, los seres humanos han creado estereotipos de formas, conceptos fijos acerca de qué formas son adequadas para cada finalidad, en contrapunto con la capacidad humana para lá innovación. (Heskett, 2002:15)

Algumas definições:

Interaction Design aims to integrate the physical and cognitive product interface into a successful whole in order to create understandable, usable and enjoyable computer-based products. (Stanford HCI class in Wroblewski)

Interaction design is a way of comparing and understanding how different kinds of experiences can be developed to support the goals and messages of any communication. (Nathan Shedoff in Wroblewski)

IxD@web – 01.01c Sobre Interacção: Nathan Shedroff e Interactividade

Nathan Shedroff tem em conta estes aspectos e sintetiza-os num gráfico bastante intuitivo.
nathan shedroff
Image source: What is Interactivity anyway?.

The difference that defines interactivity can include the amount of control the audience has over the tools, pace, or content; the amount of choice this control offers; and the ability to use the tool or content to be productive or to create. (Shedroff, 1994)

IxD@web – 01.01b Sobre Interacção: As dimensões-chave daquilo que é interactivo

Um interessante estudo foi desenvolvido por Sally J. McMillan e Edward J. Downes intitulado Defining Interactivity: A Qualitative Identification of Key Dimensions“. Como o título indica, foi uma tentativa de definir Interactividade identificando dimensões-chave que dizem respeito aquilo que é, ou pode ser, interactivo.

Desta forma foram realizadas uma série de entrevistas a dois grupos de indivíduos. De um lado profissionais e académicos da área da comunicação interactiva, multimédia e hipermédia. Do outro um conjunto de utilizadores deste tipo de produtos. A ideia era, por um lado ter a perspectiva de quem trabalha a mensagem e por outro a perspectiva de que a utiliza.

IxD@web – 01.01a Sobre Interacção: O aspecto comunicativo

E: Está lá?
R: Estou sim, quem fala?
E: Daqui é o João!
R: João!?! Está tudo bem contigo?!
E: Está sim! Estava aqui a ver umas coisas e lembrei-me de te ligar. O que é que tens feito?
R: O mesmo de sempre [...]

Temos aqui um modelo básico de interacção, uma conversa ao telefone. Ao analisar esta conversa percebe-se as reacções a estímulos por parte do Emissor e do Receptor. No entanto, nalguns casos, um deles reage à pergunta efectuada pelo outro e acrescenta uma outra, “Estou sim, quem fala?”. Os agentes não se limitam somente a reagir à pergunta efectuada pelo outro e “alimentam” o discurso. O fluxo de linguagem mantém-se consoante a introdução de novos estímulos.