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IxD@web – 02.01b O que é o Design de Interacção: Objectivos de Experience Design

Experience Design é uma disciplina do Design cujo o objectivo não é criar as experiências que o utilizador terá quando em interacção com o produto ou serviço em causa, mas sim criar o produto ou serviço de forma a condicionar a experiência que o utilizador irá experienciar.

Segundo Nathan Shedroff (2006), “Experience is… what our senses and mind perceive of the world.”. Experiência é aquilo que percepcionamos, interpretamos, conhecemos e sentimos da realidade que nos rodeia, com a nossa mente e com os nossos sentidos. A nossa experiência pessoal, a experiência dos outros e a experiência colectiva é algo dinâmico e que sofre constantes transformações consoante a interacção entre as várias experiências. Ela é dinâmica porque nesse processo de interacção dá-se uma troca de conhecimentos, interpretações, sensações e percepções. As experiências alteram-se umas às outras, alterando assim a experiência colectiva da cultura em causa.

IxD@web – 02.01b O que é o Design de Interacção: Objectivos de Usabilidade

Usability is a quality attribute that assesses how easy user interfaces are to use. The word ‘usability’ also refers to methods for improving ease-of-use during the Design process. (Nielsen in Usability 101: Introduction to Usability)

Falar em usabilidade é falar numa característica/atributo qualitativo de um determinado produto/sistema. Esta característica prende-se com a facilidade de uso deste produto/sistema. Usabilidade é assim uma característica daquilo que é usável, fácil de utilizar.

IxD@web – 02.01b O que é o Design de Interacção: objectivos

O processo de Design de Interacção é altamente centrado na definição de objectivos e na concretização destes, procurando sempre uma estrutura clara e bem definida daquilo que se pretende atingir, das necessidades e objectivos dos potenciais utilizadores e do projecto, no “como” satisfazer essas necessidades de forma útil, usável e agradável. Que tipo de produto e de que forma é que este contribui para ajudar as pessoas nas tarefas a que se propõe.

Comentário a “Coisas com piada”, de Mário Moura, no Ressabiator

O Designer continua a ser visto como alguém que dá um aspecto engraçado, moderno, diferente, arrojado, entre outros, ás coisas. Não quer dizer que não o seja! Mas obviamente que é muito mais do que isso.

Agora… se a imagem do Designer é esta, então isto acontece porque é esta a imagem que se “alimenta” no “espaço público”, que é comunicada. Quando falo em “espaço público” não estou a falar neste blog e nestes comentários ou em qualquer conversa entre Designers. Estou-me a referir mais concretamente ao espaço habitado por Designer, Cliente e Público-alvo. Será que muitos Designers não alimentam uma imagem da sua actividade como algo restrito, elitista, em que ninguém percebe muito bem como as coisas são feitas…? Não pensem só em nós, pensem em todos os Designers que aí andam por esse mercado. E quando digo todos, também incluo aqueles que fazem orçamentos de 50€ para logotipos ou 400€ para websites.

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IxD@web – 02.01a O que é o Design de Interacção: definições

Desde tiempos inmemoriales, los seres humanos han creado estereotipos de formas, conceptos fijos acerca de qué formas son adequadas para cada finalidad, en contrapunto con la capacidad humana para lá innovación. (Heskett, 2002:15)

Algumas definições:

Interaction Design aims to integrate the physical and cognitive product interface into a successful whole in order to create understandable, usable and enjoyable computer-based products. (Stanford HCI class in Wroblewski)

Interaction design is a way of comparing and understanding how different kinds of experiences can be developed to support the goals and messages of any communication. (Nathan Shedoff in Wroblewski)

IxD@web – 02.00 Design de Interacção: Considerações históricas

Falar sobre antecedentes históricos ao nível do Design de Interacção implica ter consciência de dois aspectos fundamentais. Por um lado, o Design de Interacção é uma disciplina extremamente actual e, assim sendo, tem muita pouca história. Por outro lado, os seus antecedentes passam pela interacção Homem-Máquina, basicamente com o aparecimento dos primeiros computadores pessoais. O Design de Interacção tem raízes na Engenharia de Software, nas Ciências de Computadores, e posteriormente no Design de Interfaces.

De um ponto de vista conceptual, apesar do Design de Interacção ser uma disciplina extremamente actual, objectivos e preocupações ao nível do Design de Interacção já existiam antes do aparecimento dos computadores.

IxD@web – 01.01c Sobre Interacção: Nathan Shedroff e Interactividade

Nathan Shedroff tem em conta estes aspectos e sintetiza-os num gráfico bastante intuitivo.
nathan shedroff
Image source: What is Interactivity anyway?.

The difference that defines interactivity can include the amount of control the audience has over the tools, pace, or content; the amount of choice this control offers; and the ability to use the tool or content to be productive or to create. (Shedroff, 1994)

IxD@web – 01.01b Sobre Interacção: As dimensões-chave daquilo que é interactivo

Um interessante estudo foi desenvolvido por Sally J. McMillan e Edward J. Downes intitulado Defining Interactivity: A Qualitative Identification of Key Dimensions“. Como o título indica, foi uma tentativa de definir Interactividade identificando dimensões-chave que dizem respeito aquilo que é, ou pode ser, interactivo.

Desta forma foram realizadas uma série de entrevistas a dois grupos de indivíduos. De um lado profissionais e académicos da área da comunicação interactiva, multimédia e hipermédia. Do outro um conjunto de utilizadores deste tipo de produtos. A ideia era, por um lado ter a perspectiva de quem trabalha a mensagem e por outro a perspectiva de que a utiliza.

IxD@web – 01.01a Sobre Interacção: O aspecto comunicativo

E: Está lá?
R: Estou sim, quem fala?
E: Daqui é o João!
R: João!?! Está tudo bem contigo?!
E: Está sim! Estava aqui a ver umas coisas e lembrei-me de te ligar. O que é que tens feito?
R: O mesmo de sempre [...]

Temos aqui um modelo básico de interacção, uma conversa ao telefone. Ao analisar esta conversa percebe-se as reacções a estímulos por parte do Emissor e do Receptor. No entanto, nalguns casos, um deles reage à pergunta efectuada pelo outro e acrescenta uma outra, “Estou sim, quem fala?”. Os agentes não se limitam somente a reagir à pergunta efectuada pelo outro e “alimentam” o discurso. O fluxo de linguagem mantém-se consoante a introdução de novos estímulos.

Designer: Mediador ou Autor?

Torna-se bastante enigmático pensar a questão da autoria quando esta é vista à luz de um conceito apresentado por Julia Kristeva intitulado “intertextualidade”. De uma forma bastante simples, Julia Kristeva diz-nos que nada nasce do nada porque tudo aquilo que fazemos esté carregado de influências de outros. Ou seja, construir é quase como um puzzle (consciente ou inconsciente) em que as peças são coisas ou fragmentos de coisas captadas no nosso quotidiano.

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