IxD@web – 02.01a O que é o Design de Interacção: definições
Desde tiempos inmemoriales, los seres humanos han creado estereotipos de formas, conceptos fijos acerca de qué formas son adequadas para cada finalidad, en contrapunto con la capacidad humana para lá innovación. (Heskett, 2002:15)
Algumas definições:
Interaction Design aims to integrate the physical and cognitive product interface into a successful whole in order to create understandable, usable and enjoyable computer-based products. (Stanford HCI class in Wroblewski)
Interaction design is a way of comparing and understanding how different kinds of experiences can be developed to support the goals and messages of any communication. (Nathan Shedoff in Wroblewski)
Interactivity isn’t about non-linear navigation or moving animations on the screen. It’s about what people can do on the site, what they can participate in, what the site does to address their needs, interests, goals, and abilities. Interaction is not animation. It’s not audio. It’s not vídeo. It’s user control and dynamic experience. (Terry R. Schussler in Wroblewski)
Rather than designing sidebars and menus, you’re designing spaces and interactions. In short, you’re crafting the user experience. …In the graphical environment of the Web, interface design has to do with constructing visual meaning. The happy marriage of architecture and interface – of logical structure and visual meaning – creates a cohesive user experience. (Jennifer Fleming in Wroblewski)
Estas definições que são aqui referidas agrupam uma série de características inerentes ao Design de Interacção. Design de Interacção procura integrar, num todo, o lado físico e cognitivo de um produto procurando desta forma trabalhar forma, função e comportamento. Por outro lado, Design de Interacção é uma forma de comparar e compreender como diferentes tipos de experiências podem ser desenvolvidas para suportar os objectivos e mensagens de qualquer comunicação.
A noção aqui presente de “experiências” está ligado aquilo que o indivíduo sente e pensa quando está em processo de interacção com determinado produto, serviço ou ambiente. Ligado a este conceito de “experiência” surge uma nova disciplina de Design, Experience Design, que tem como pai o próprio Nathan Shedroff.
Numa outra perspectiva, Terry R. Schussler, evidencia o facto de o Design de Interacção estar relacionado com a criação conceptual de qualquer produto, serviço, ou ambiente, mais do que propriamente a concepção física deste. Assim sendo, nesta perspectiva, Design de Interacção diz respeito a um processo que tem como objectivo primordial definir forma, função e comportamento numa serie de documentos que os descrevem e justificam. É um processo que leva a definir previamente toda uma estrutura conceptual, no fundo, todo o planeamento pré-construção/implementação física do produto.
Ainda numa outra perspectiva, resume-se a disciplina do Design de Interacção a desenho de espaços e interacções. Assim, desenhar interacção trata-se de criar espaços (objectos, serviços e ambientes) e interacções que irão servir objectivos de determinados utilizadores. Como tal, existe neste processo de criação todo um conjunto de aspectos que deverão ser tidos em consideração como, a experiencia de utilização, os códigos visuais, os padrões de comportamento, os significantes icónicos e plásticos, entre outros.
While they [products] may work effectively from an engineering perspective, it is often at the expense of how the system will be used by real people. The aim of Interaction Design is to redress this concern by bringing usability into the design process. In essence it is about developing interactive products that are easy, effective, and enjoyable to use – from the user’s perspective (Preece et al., 2002:1)
O utilizador está no centro deste processo e o seu comportamento, os seus objectivos, as suas necessidades, os seus gostos, as suas atitudes, as suas simpatias, frustrações, linguagens, cultura, entre outros, são aspectos analisados e estudados por qualquer equipa de Design de Interacção. Esta análise e estudo serve o propósito de criar produtos, serviços e ambientes que sejam úteis, usáveis, de utilização agradável e significativa. Tudo isto do ponto de vista do utilizador.
Apesar de alguns autores afirmarem que, no fundo, Design de Interacção é criar experiencias de utilização, “we can’t, as designers, truthfully claim to be able to design a user’s experience of an artifact or system, but we can design the mechanisms for interacting with an artifact to enhance the user’s experience of it. [...] You cannot design experience itself, but you can design interactive behaviors that modulate or direct experience.”. Então, “… interaction design is the definition and design of the behavior of artifacts, environments, and systems, as well as the formal elements that communicate that behavior. Unlike traditional design disciplines, whose focus has historically been on form and, more recently, on content and meaning, interaction design seeks first to plan and describe how things behave and then, as necessary, to describe the most effective form to communicate those behaviors.” (Cooper & Reimann, 2003:XVIII)
Design de Interacção é a definição e desenho do comportamento de artefactos, ambientes e sistemas, assim como os elementos formais que comunicam esse comportamento (Forma). Cooper e Reimann acrescentam ainda que ao contrário de disciplinas de design tradicionais, em que o atenção está na Forma, conteúdo e significado, o Designer de Interacção procura em primeiro lugar planear e descrever como as coisas se comportam e depois, consoante as necessidades, descrever a forma mais eficiente de comunicar esse comportamento.
Quando se fala em Design de Interacção, fala-se na criação/desenvolvimento de produtos interactivos que servem e que contribuem para a realização de tarefas no nosso dia-a-dia. Tornando-o assim mais agradável e funcional. No fundo falamos em “criar” experiências de utilização que melhoram e desenvolvem a forma como as pessoas trabalham, comunicam e interagem.
Sintetizando, o Design de Interacção estuda e define o comportamento (e consequentemente a forma) de produtos, serviços e/ou ambientes, interactivos, num processo de relação com o seu utilizador e os seus objectivos, num tempo e espaço específicos.
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