Negociação e Design (comentário em The Ressabiator)
Quando criamos um determinado produto/serviço este terá que ser útil, usável e de utilização agradável e significativa. Como tal, exercer design será sempre um processo de negociação entre todas as partes envolvidas no projecto (designer, cliente e público-alvo) com o intuito de satisfazer uma série de necessidades e requisitos de negócio, de produto e de público-alvo. E para satisfazer esta lista de necessidades é inevitável todo o processo de negociação entre as três partes envolvidas.
Sem dúvida que depois de finalizados o produto/serviço deverá valer por si só. Ou melhor, deverá funcionar por si só… pensem, por exemplo, em dispositivos interactivos que por serem mal concebidos levam a situações catastróficas. Pode ser uma mensagem mal comunicada, logo mal entendida, pode ser um aparelho que avaria porque não comunica o seu funcionamento de forma adequada. Diria que a discussão não termina depois de concluido o processo. Diria mesmo que a discussão é interminável. Mesmo depois de finalizado um determinado produto/serviço, a discussão continuará sobre as consequências desse produto/serviço, o que funciona, o que não funciona, o que poderá ser melhorado, entre outras questões. E esta discussão continua entre os três vértices do triângulo (público-alvo, cliente e designer).
Será correcto ensinar os designers a exercerem design ao serviço de um cliente? Ou será mais correcto ensinar os designers a exercerem design ao serviço não só de um cliente, mas também, e provavelmente mais importante, ao serviço de um público-alvo..?
Este texto foi colocado como comentário ao post “O Design enquanto Negociação” no blog “The Ressabiator”, de Mário Moura.







